segunda-feira, 16 de novembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Site do documentário "A Casa dos Mortos"
Pessoal, encontramos o site do documentário "A Casa dos Mortos". Para saber mais, entre lá! No site você ainda pode assistir o trailler e também o documentário completo.
O link é www.acasadosmortos.org.br.
O link é www.acasadosmortos.org.br.
Documentário "A Casa dos Mortos"

Pessoal, achamos esta notícia no site do CRP (Conselho Regional de Psicologia) sobre o documentário "A Casa dos Mortos" que mostra a realidade das intituições psiquiátricas. Tentaremos achar mais informações sobre este documentário e postaremos futuramente aqui. Mas de início, leia esta reportagem que é bem interessante. Lembrando que na verdade esta é uma reportagem do Correio Braziliense.
Os problemas das instituições psiquiátricas
"Três caminhos estão reservados aos doentes mentais que cometem crimes no Brasil: Ciclos intermináveis de internações, suicídio ou a sobrevivência em prisão perpétua. Jaime, Antônio e Almerindo, contam a realidade macabra dos manicômios judiciários do país. São os protagonistas do documentário A casa dos mortos, que foi lançado em Brasília no dia 24 de abril, durante o festival É Tudo Verdade. O filme de 24 minutos é narrado pela voz de Babu, um escritor com 12 internações em manicômios, que recita um poema de autoria própria.
Mortos fisicamente pelas condições desumanas a que são submetidos, ou defuntos sociais, quando conseguem sobreviver lá dentro, perdem qualquer vínculo com o mundo exterior. Cerca de 4.500 pessoas estão abrigadas nos manicômios judiciários no país.
A antropóloga Débora Diniz, diretora do documentário, ressalta que os manicômios são o grande desafio da reforma psiquiátrica brasileira, que completa oito anos em 2009. Uma das grandes polêmicas é quem deve se responsabilizar pelos doentes mentais infratores.
Na avaliação de Débora, transferir a responsabilidade do tratamento à área de saúde é uma das tentativas interessantes para mudar a realidade dos manicômios judiciários.
A falta de tratamento adequado, de terapias, atividades de cunho social e trabalho de incentivo à reaproximação familiar levam, inevitavelmente, à instituição não-oficial de algo proibido pela Constituição, ou seja, apesar de ser proibido, virou uma norma. "
Fonte: Site do CRP-01
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A Casa dos Mortos,
Correio Braziliense,
CRP
Saúde Mental - Um breve histórico
Pessoal, encontramos no Portal da Saúde, do Ministério da Saúde, um artigo bem interessante, com um breve histórico sobre a Saúde Mental no Brasil, alguns dados e resumo sobre a reforma psiquiátrica. Não deixe de ler e comentar!
Política Nacional de Saúde Mental
"BREVE HISTÓRICO
A internação de pessoas portadoras de transtornos mentais no Brasil remonta à metade do Século XIX. Desde então, atenção aos portadores de transtornos mentais foi quase sinônimo de internação em hospitais psiquiátricos especializados.
Cabe ressaltar ainda que a oferta desse atendimento hospitalar concentrou-se nos centros de maior desenvolvimento econômico do país, deixando vastas regiões carentes de qualquer recurso de assistência em saúde mental.
A partir dos anos 70, têm início experiências de transformação da assistência, pautadas no começo pela reforma intramuros das instituições psiquiátricas (comunidades terapêuticas) e mais tarde pela proposição de um modelo centrado na comunidade e substitutivo ao modelo do hospital especializado.
Com a proclamação da Constituição, em 1988, cria-se o Sistema Único de Saúde (SUS) e são estabelecidas as condições institucionais para a implantação de novas políticas de saúde, entre as quais a de saúde mental.
Consoante com diversas experiências de reforma da assistência psiquiátrica no mundo ocidental, e as recomendações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) contidas na Carta de Caracas (1990), o Ministério da Saúde, a partir da década passada, define uma nova política de saúde mental que redireciona paulatinamente os recursos da assistência psiquiátrica para um modelo substitutivo de base comunitária. Incentiva-se a criação de serviços em saúde mental de atenção comunitária, pública, de base territorial, ao mesmo tempo em que se determina a implantação de critérios mínimos de adequação e humanização do parque hospitalar especializado.
O QUE É A REFORMA PSIQUIÁTRICA?
É a ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade;
É amparada pela lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos;
Significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade;
O atendimento é feito em Caps - Centros de Atenção Psicossocial -, Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência;
As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL
O Governo brasileiro tem como objetivo reduzir progressivamente os leitos psiquiátricos, qualificar, expandir e fortalecer a rede extra-hospitalar - Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG) - incluir as ações da saúde mental na atenção básica, implementar uma política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas, implantar o programa "De Volta Para Casa", manter um programa permanente de formação de recursos humanos para reforma psiquiátrica, promover direitos de usuários e familiares incentivando a participação no cuidado, garantir tratamento digno e de qualidade ao louco infrator (superando o modelo de assistência centrado no Manicômio Judiciário) e avaliar continuamente todos os hospitais psiquiátricos por meio do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares - PNASH/ Psiquiatria.
CENÁRIO ATUAL
Tendência de reversão do modelo hospitalar para uma ampliação significativa da rede extra-hospitalar, de base comunitária;
Entendimento das questões de álcool e outras drogas como problema de saúde pública e como prioridade no atual governo;
Ratificação das diretrizes do SUS pela Lei Federal 10.216/01 e III Conferência Nacional de Saúde Mental;
DADOS IMPORTANTES
3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;
6% da população apresente transtornos psiquiátricos graves decorrentes douso de álcool e outras drogas;
12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual;
2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.
DESAFIOS
Fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial;
Consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial, promotora da reintegração social e da cidadania;
Implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que sofrem com a crise social, a violência e desemprego;
Aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental. "
Fonte: Portal da Saúde
Política Nacional de Saúde Mental
"BREVE HISTÓRICO
A internação de pessoas portadoras de transtornos mentais no Brasil remonta à metade do Século XIX. Desde então, atenção aos portadores de transtornos mentais foi quase sinônimo de internação em hospitais psiquiátricos especializados.
Cabe ressaltar ainda que a oferta desse atendimento hospitalar concentrou-se nos centros de maior desenvolvimento econômico do país, deixando vastas regiões carentes de qualquer recurso de assistência em saúde mental.
A partir dos anos 70, têm início experiências de transformação da assistência, pautadas no começo pela reforma intramuros das instituições psiquiátricas (comunidades terapêuticas) e mais tarde pela proposição de um modelo centrado na comunidade e substitutivo ao modelo do hospital especializado.
Com a proclamação da Constituição, em 1988, cria-se o Sistema Único de Saúde (SUS) e são estabelecidas as condições institucionais para a implantação de novas políticas de saúde, entre as quais a de saúde mental.
Consoante com diversas experiências de reforma da assistência psiquiátrica no mundo ocidental, e as recomendações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) contidas na Carta de Caracas (1990), o Ministério da Saúde, a partir da década passada, define uma nova política de saúde mental que redireciona paulatinamente os recursos da assistência psiquiátrica para um modelo substitutivo de base comunitária. Incentiva-se a criação de serviços em saúde mental de atenção comunitária, pública, de base territorial, ao mesmo tempo em que se determina a implantação de critérios mínimos de adequação e humanização do parque hospitalar especializado.
O QUE É A REFORMA PSIQUIÁTRICA?
É a ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade;
É amparada pela lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos;
Significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade;
O atendimento é feito em Caps - Centros de Atenção Psicossocial -, Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência;
As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL
O Governo brasileiro tem como objetivo reduzir progressivamente os leitos psiquiátricos, qualificar, expandir e fortalecer a rede extra-hospitalar - Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG) - incluir as ações da saúde mental na atenção básica, implementar uma política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas, implantar o programa "De Volta Para Casa", manter um programa permanente de formação de recursos humanos para reforma psiquiátrica, promover direitos de usuários e familiares incentivando a participação no cuidado, garantir tratamento digno e de qualidade ao louco infrator (superando o modelo de assistência centrado no Manicômio Judiciário) e avaliar continuamente todos os hospitais psiquiátricos por meio do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares - PNASH/ Psiquiatria.
CENÁRIO ATUAL
Tendência de reversão do modelo hospitalar para uma ampliação significativa da rede extra-hospitalar, de base comunitária;
Entendimento das questões de álcool e outras drogas como problema de saúde pública e como prioridade no atual governo;
Ratificação das diretrizes do SUS pela Lei Federal 10.216/01 e III Conferência Nacional de Saúde Mental;
DADOS IMPORTANTES
3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;
6% da população apresente transtornos psiquiátricos graves decorrentes douso de álcool e outras drogas;
12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual;
2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.
DESAFIOS
Fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial;
Consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial, promotora da reintegração social e da cidadania;
Implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que sofrem com a crise social, a violência e desemprego;
Aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental. "
Fonte: Portal da Saúde
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Reforma psiquiátrica,
Saúde Mental
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pré-Projeto
O nosso blog tratará sobre SAÚDE MENTAL, com ênfase à situação real nos manicômios. Nosso objetivo real é mostrar a realidade encontrada nos manicômios atuais. Mas para isso trabalharemos com entrevistas com profissionais e pacientes, e visita de campo. Também postaremos pesquisas, fotos, vídeos relacionados ao tema, para assim expor uma realidade muita vez maquiada, por isto, não conhecida pela população em geral. Desenvolveremos tal trabalho no decorrer deste semestre (2º/2009). Juntos contruiremos e buscaremos o esclarecimento de problemas ligados à Saúde Mental. Perguntas, respostas. Aberto a todos os interessados em tirar dúvidas a respeito de problemas de Saúde Mental, de transtornos mentais e em discutir meios de promover a Saúde Mental. Participe conosco! E comente à vontade.
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